Com corte no Bolsa Família, Congresso aprova Orçamento de 2025 após três meses de atraso
Com corte no Bolsa Família, Congresso aprova Orçamento de 2025 após três meses de atraso
Por Rádio Jornal
Publicado em 21/03/2025 04:59
BRASIL

 

Com três meses de atraso, o Congresso Nacional aprovou, nesta quinta-feira (20), o Orçamento de 2025. O texto final, que agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabelece um superávit de R$ 15 bilhões nas contas públicas, mas também inclui um corte de R$ 7,7 bilhões no programa Bolsa Família.

 

Apesar do corte no principal programa de transferência de renda do governo, o Orçamento prevê valores expressivos para outras áreas sociais. O programa Minha Casa, Minha Vida receberá R$ 18 bilhões para a Faixa 3, que abrange famílias com renda entre R$ 4.700,01 e R$ 8.000. Outras iniciativas também foram contempladas, como o Vale Gás, com R$ 3,6 bilhões, e o Farmácia Popular, com R$ 4,2 bilhões.

O texto também assegura R$ 27,9 bilhões para o reajuste gradual de servidores públicos federais. Segundo o relator do Orçamento, senador Angelo Coronel (PSD-BA), R$ 22 bilhões foram reservados especificamente para garantir o reajuste de 9% para a maioria dos servidores do Poder Executivo.

A oposição criticou a destinação de recursos para o programa habitacional. O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que os valores estão “fora dos parâmetros fiscais” e questionou a previsão orçamentária para o programa educacional Pé-de-Meia. Apesar do custo estimado de R$ 12 bilhões, apenas R$ 1 bilhão foi incluído no orçamento, com previsão de envio de um projeto de lei complementar para garantir os valores restantes.

Outro ponto de destaque no Orçamento aprovado são os R$ 50,4 bilhões destinados às emendas parlamentares. Desse total, R$ 11,5 bilhões serão para emendas de comissão, sendo que 50% desse montante deverão ser investidos na área da Saúde. Coronel também anunciou que, a partir de agora, o cancelamento de emendas parlamentares só poderá ser feito com a anuência do autor da emenda.

Apesar da previsão de superávit, o orçamento deixou de fora o pagamento de precatórios, dívidas judiciais da União, que somam R$ 44,1 bilhões. No entanto, essas pendências foram autorizadas a ficarem fora da meta fiscal. O texto aprovado no Congresso agora depende da sanção do presidente Lula para entrar em vigor.

Fonte: Site da Gazeta Brasil

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