De acordo com a corporação, uma das gêmeas foi morta no dia 29 de julho de 2023, no bairro Jardim Teresópolis, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) após a mãe se estressar com o choro da filha e colocar uma meia na boca da menina, matando ela sufocada.
O corpo da menina foi ocultado no dia seguinte, na divisa de Contagem e Betim, próximo a uma linha férrea, no Parque dos Bandeirantes, após os pais levarem as crianças para uma festa em um carrinho, estando uma viva e a outra morta. “O que mais chamou a atenção é que eles ainda tiraram foto e postaram nas redes sociais que estavam no evento”, informou Humberto Cornélio, delegado do caso.
Já a morte da outra bebê ocorreu em 11 de agosto do mesmo ano, também em Betim, sendo o corpo da criança abandonado à beira da BR 381, no dia do óbito.
A situação, ainda segundo a polícia, teria sido novamente o choro da criança. Ela então teria sacudido a menina com extrema violência, fazendo a filha desfalecer. “Eles colocaram a bebê no berço e não prestaram socorro, deixando essa menina por sete dias no berço sofrendo e agonizando”, acrescentou o delegado.
Depois de ocultar o corpo da segunda filha, o casal ainda jantou e se hospedou em um hotel.
As investigações tiveram início no dia 7 de julho de 2024, após uma denúncia anônima, quando a PC foi informada sobre o homicídio e a ocultação de cadáver das vítimas.
No dia 12 de julho, após levantamentos, uma equipe da Delegacia Especializada de Homicídios em Sabará foi até a casa da suspeita, no bairro Vila Rica, sendo a mulher localizada e conduzida à delegacia, onde confessou que estava presente quando as filhas foram mortas, atribuindo a execução dos crimes ao companheiro.
A mulher foi presa por ocultação de cadáver e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva. No dia 25 de julho, o homem de 31 anos, que estava foragido, também foi preso preventivamente e encaminhado ao sistema prisional. Ele confessou os crimes, apresentando uma versão diferente da suspeita, mas compatível com as provas reunidas.
O delegado Humberto explicou ainda que o casal, que morava em Sabará, na RMBH, não mantinha proximidade com familiares e amigos, assim como não se relacionava com vizinhos, motivo pelo qual a morte das crianças não foi constatada por ninguém ligado aos suspeitos.
A revelação dos homicídios ocorreu após a suspeita decidir pôr fim ao relacionamento com o companheiro, em junho de 2024, motivo pelo qual o homem começou a ameaçar tornar público os crimes. O investigado contou aos policiais, inclusive, que seria o responsável pela denúncia anônima, formalizada por meio do Disque 181, relatando o crime.
Apesar dos esforços de várias equipes da PCMG, os corpos das crianças não foram localizados, tendo em vista uma série de fatores dificultadores, como o tempo decorrido do crime, as condições climáticas das áreas onde as meninas foram deixadas, assim como pela composição corporal frágil das vítimas.
Fonte: Jornal Hoje em Dia